Cientistas criam algorítimo que pode prever mortes precoces com precisão - Informe Notícias

Cientistas criam algorítimo que pode prever mortes precoces com precisão

A Inteligência Artificial a favor da ciência, medicina e da vida. Um auxílio impressionante que pode evitar mortes prematuras.

Algorítimo que pode prever mortes precoces com precisão (Imagem: Reprodução/Marketing por Dados)
Algorítimo que pode prever mortes precoces com precisão (Imagem: Reprodução/Marketing por Dados)

A tecnologia de Inteligência Artificial já se espalhou por diversas áreas, e por mais que você não acredite, está cercado por ela. Desde o esporte, com previsão do resultado de jogos, ao desenvolvimento de máscaras para o Halloween e até a elaboração de piadas, que, diga-se de passagem, em sua maioria não são bem sucedidas.

Apesar de serem tão ecléticas, as Inteligências Artificiais recebem muitas críticas sobre seu desempenho. No entanto, recentemente, essa tecnologia mostrou grande eficiência em um tema curioso e muito macabro: a morte. IA's se provaram excelentes em prever, com uma exatidão assustadora, mortes precoces.



Pesquisadores da Universidade de Nottingham, do Reino Unido, construíram uma máquina capaz de aprender algorítimos que conseguem advinhar quais pessoas podem ter uma morte prematura e, pasme, com 76% de precisão — o que é bem melhor do que as taxas de precisão anteriores.

A pesquisa, publicada na revista online PLOS One, tem base em estudos anteriores que identificaram os algorítimos de IA como mais capazes em detectarem doenças cardiovasculares do que a atual tecnologia presente nos hospitais.

Com o objetivo de aprimorar a máquina, o grupo ainda contou com dados médicos do Reino Unido Biobank reunidos entre 2006 e 2010. Esse banco de dados contém informações demográficas, biométricas e clínicas, relativas ao estilo de vida de 500 mil cidadãos entre 40 e 69 anos.

Assim que a máquina estava devidamente programada, em 2016, 14.500 participantes foram analisados e ela conseguiu prever quais deles poderiam morrer precocemente.

Apesar de parecer assustador, não é por essa perspectiva que os pesquisadores enxergam tal descoberta. Eles esperam que, a partir da possibilidade de previsão do risco de morte prematura, médicos poderão tomar medidas de prevenção mais eficientes.