Cientistas descobrem um novo órgão do corpo humano


Os cientistas e pesquisadores que estudam a anatomia humana há centenas de milhares de anos ficaram surpresos ao descobrir um órgão no corpo humano que até então era desconhecido.

O novo órgão, que é chamado de interstício, trata-se de um tecido conjuntivo formado por fluido e preenche espaços diferentes do corpo humano, como o tubo digestivo, o sistema urinário, os pulmões, músculos e vasos sanguíneos, como veias, artérias e a membrana entre os músculos.



Acreditava-se antes que o interstício era formado de camadas densas, como uma parede aberta de colágeno, mas a descoberta revelou que ao invés de uma "parede", o órgão é um tecido com um espaço cheio de fluido e tem sua sustentação por uma rede de fibras de colagénio.

Pesquisadores descobriram por acaso o interstício quando o real objetivo era buscar sinais de metástase no canal biliar de pacientes com câncer. quando se depararam com esse órgão que tinha cavidades jamais vistas, estudadas ou documentadas na anatomia humana.

Ao analisarem minuciosamente essa estrutura com cavidades desconhecidas, eles perceberam que ela nunca havia sido descoberta antes por causa que a preparação de amostras de tecidos, drenavam esses fluidos fazendo-os desaparecer. Somente conseguiram visualizar essas cavidades de tecidos vivos através de microscópio.
Novo órgão interstício (Imagem: Reprodução/Jill Gregory)
De acordo com Neil Theise, da Escola de Medicina Icahn do Monte Sinai em Nova York, a estimativa é que esses espaços tenham aproximadamente 1/4 e fluido extracelular. De todo o fluido existente no corpo humano, aproximadamente 20% se encontra dentro do novo órgão.

Essa incrível descoberta poderá trazer avanços significativos na medicina, como por exemplo coletar amostras diretas de fluidos intersticiais que poderão diagnosticar metástases de edema, cancro, fibrose e funcionamento de órgãos e tecidos.

Para que o interstício seja oficialmente considerado como um novo órgão humano, será necessário o reconhecimento por parte da Terminologia Anatômica Internacional. Basta a nós agora, aguardar as próximas descobertas.

Fontes: Público / MídiaNews
Adaptação: Informe Notícias